segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Anorexia Alcoólica - Parte I

A anorexia alcoólica, diferentemente da anorexia nervosa que se caracteriza por uma insuficiente dieta alimentar visando a perda excessiva de peso, é uma doença ligada ao mesmo tempo à dependência alcoólica e à distúrbios alimentares.

A anorexia alcoólica é um distúrbio freqüente entre pessoas de faixa etária entre 20 e 40 anos, onde ocorre a perda da vontade de se alimentar em decorrência do intenso uso de álcool. Portanto esta doença seria mais uma conseqüência do alcoolismo que um doença propriamente dita. Ela, geralmente afeta os homens em maior número se comparada à anorexia nervosa.

Um dos motivos que pode levar os homens a apresentarem maior facilidade no consumo excessivo de álcool que mulheres, está ligado a sensação de prazer. Uma pesquisa recentemente publicada por pesquisadores da Universidade de Columbia e Yale aponta que o principal responsável pela predisposição masculina a álcool é a dopamina, que é liberada no cérebro quando há o consumo de álcool. A dopamina é um neurotransmissor ligado as sensações de prazer, ele também é liberado em situações de consumo de droga e sexo. Nos homens, este neurotransmissor, estimulado pelo álcool é liberado em maior quantidade do que nas pessoas do sexo feminino. Durante a pesquisa, o aumento dos níveis desta substância foram encontrados em uma área do cérebro ligada ao prazer e vício. Outra descoberta significativa foi que conforme a freqüência da ingestão de álcool aumenta, a quantidade de dopamina liberada diminui, o que pode influenciar na dependência alcoólica.

Porém, outro motivo ligado ao desenvolvimento da anorexia alcoólica, característico principalmente nas mulheres é a restrição de calorias e a busca por um visual magro e na moda. Estudos revelam que o alcoolismo feminino está relacionado à anorexia, bulimia, depressão e ansiedade.

O consumo intenso de álcool pode causar doenças no sistema digestivo, e ainda a perda de reflexos. “Ao ingerir o álcool, o alcoólico substitui a comida e seus nutrientes, agride todos os órgãos do aparelho digestivo” afirma a professora Magda Vaissman, do Instituto de Psicologia da UFRJ e chefe do departamento de Dependência da Associação Psiquiátrica do Rio de Janeiro.